Sinopse: A morte inexplicada de Shaoran Li abala o coração da jovem Sakura. Quando casos absurdos acontecem e não há cartas Clow em jogo, somente você, leitor, poderá desvendar o mistério.
Categoria: Card Captor Sakura.
Gênero: Mistério.
Timeline: independe do enredo original.
Disclaimers: o anime e o mangá pertencem à amada CLAMP.
Data: abril de 2007.
Palavras:
Nota 01: morte de personagem principal.
Nota 02: baseado em uma história original minha de 2003.
- a história (parte I).
— Sakura, eu preciso falar com você.
— O que foi, Shoran?
— É que... eu... eu vi —
— PIPOCAAAA! Pipoca! Pipoca! Pipoca!
— Sssh, Kero, não pule assim, podem te ver!
— Mas eu quero pipoca...
—Já vou te comprar, espera —
— Por favor...
Kero lhe lançou um olhar de misericórdia que ele sabia que a garota jamais poderia resistir.
— Ta bom. Moço, moço, vem cá!
Sakura, Shoran, Tomoyo e Meilin estavam sentados na primeira fileira de cadeiras do teatro do colégio Seijyo, esperando que começasse o espetáculo. Aquele era o Festival de Artes de Primavera, onde os alunos do colegial faziam amostras culturais para a cidade; naquele dia, o último do festival, Touya e Yukito fariam suas grandes aparições na peça de “Alice no País das Maravilhas”.
Contavam no relógio todos os quarenta minutos que aguardavam o início da peça. Meilin e Tomoyo suspiravam impacientes, embora não tivessem coragem de deixar seus respectivos acompanhantes. Sakura e Shoran, ansiosos, tinham seus olhos brilhantes a cada movimento suspeito.
Quando ouviram uma voz familiar nos alto-falantes, seus corações não puderam deixar de bater forte.
— Senhoras, senhoritas e senhores — disse Yukito Tsukihiro, narrando dentro de uma cabine nos fundos do teatro —, pedimos desculpas por nosso atraso. Houve um pequeno problema com as fantasias e esperamos corrigi-lo o mais breve possível. Enquanto isso, passaremos um documentário sobre o autor da história que nossa classe apresentará hoje, Lewis Carroll. Boa noite.
Enquanto algumas pessoas batiam palmas, iniciou-se a projeção do vídeo no cenário branco do teatro. A bagunça de pessoas que falavam e andavam, saíam e entravam, instantaneamente silenciou – e tudo seria silêncio absoluto não fossem os cochichos infindáveis “coincidentemente” vindos do quarteto.
— Que coisa chata — resmungou Kero.
— Eu também acho — Meilin falou mais alto.
— Ssssh!
— Fala mais baixo!
— Por que? Ninguém falava baixo até agora!
— Ssssh!
— Se fosse a Sakura você deixaria falar mais alto, Shoran!
— L-LÓGICO QUE N-NÃO!
— Ssssssh!
— Sssssh!
— Gente, o Yukito deve ter perdido um tempão pra fazer esse vídeo, vamos assistir...
O pedido de Tomoyo pareceu válido. Por alguns instantes, o recinto pôde se concentrar somente no narrador do documentário.
Só por alguns instantes.
— Ai, que sede...
— Melin, não dá pra falar mais baixo?
— É ruim falar com a garganta seca!
— Eu não queria falar nada — Tomoyo sussurrou —, mas eu também estou sede...
— É, eu também... — Sakura parecia sem-graça.
— Moleque! Vai comprar suco pra gente!
— Kero, não faz isso, entra na bolsa —
— POR QUE EU?
— Ssssh!
— Pra você parar de fazer a gente passar vergonha — Meilin o empurrou para o corredor — Você fala muito alto.
— Mas Meilin, você também fala...
— Sakura, ele é o MEU namorado, só eu posso defendê-lo!
— Até agora, quem estava atacando ele é você —
— Eu quero suco... — Kero saía novamente da mochila, com seus olhos pidões.
Sakura suspirou.
— Não vou ficar discutindo. Vamos comprar suco, Shoran!
Levantaram-se e juntos seguiram até o final do corredor que dividia as seções par e ímpar do teatro. Onde tudo acabava, do lado da cabine do narrador, estava a porta por onde haviam entrado, fechada. Ao seu lado, uma figura bizarra, de terno verde, gravata vermelha e cartola guardava a entrada.
— Touya?! O que você ta fazendo aqui..?
— Sou o Chapeleiro Louco — respondeu mal-humorado —, e no momento estou fazendo bico de segurança.
— Não deveria ter marcado o bico pra outro horário..?
— Sou eu que estou bancando seu passeio, monstrenga, não reclama...
— Não precisa ser grosso. A gente só queria sair pra comprar sucos.
— Ninguém pode sair nem entrar aqui.
— E por que?!
— Ordens.
— De quem?
— Da Lebre Maluca — ele apontou para a cabine do narrador, onde um Yukito de terno vermelho e orelhas de coelho acenava empolgado.
Os dois sentiram suas bochechas ficarem surpreendentemente quentes.
— Então — Touyra os trouxe de volta à realidade —, podem dar meia-volta.
— Mas estamos com sede — Sakura recomeçou.
— Muita sede.
— Sede demais.
— Sede extrema.
— Estamos morrendo de sede.
— Morrendo de desidratação.
— Vamos secar.
— E não teremos nem mesmo lágrimas...
— ...pra chorar de dor...
— ... de tão secos que ficaremos...
— Chega! Quanto drama — ele olhou feio e impaciente — OK. Pode sair, moleque. A Sakura fica.
— Por queeee?
— Porque você é a monstrenga, não morre tão fácil assim — ele zombou — E eu não quero pagar o suco de todo mundo. Ele que gaste o dinheiro dele.
Com olhos grandes e irritados, Shoran deixou o salão e Sakura voltou para seu assento.
A garota cobriu seus ouvidos com as mãos, protegendo-se contra as lamúrias e provocações de Meilin e Kero, e se pôs a esperar. E esperou. Esperou. Esperou. Esperou. Cinco, dez, quinze, trinta minutos. O vídeo, então, finalmente acabava, mas o garoto ainda não havia voltado.
— Será que a fila da lanchonete está tão grande assim..?
A resposta para a pergunta de Tomoyo fora interrompida por um grito agudo de mulher vindo dos fundos, além das portas do teatro. Como num impulso automático, todas as pessoas se levantaram, cochicharam, fizeram tumulto. Quando conseguiram passar pela porta, se arrependeram por isso.
Sakura passou por baixo de pernas e se esquivou das pessoas altas. Adiantou-se na frente de todos e, ao enxergar o motivo o grito, quase caiu para trás.
Shoran.
Ali, no chão, seu corpo pequeno e frágil estava estendido. Seus olhos ainda estavam abertos, sua expressão aterrorizada, seus dedos duros e contorcidos. Não havia sinal de luta, não fosse a marca vermelha em seu pescoço; ainda assim, cada músculo transmitia o sinal da dor, do pânico, de violência. Estes eram os detalhes – cada parte descoberta de seu corpo, assim como suas roupas, estava suja por um vermelho muito forte. Em letras garrafais e tortas, lia-se ao seu lado: ESTA ALMA FORA SACRIFICADA PELA RESSUCITAÇÃO DE LEAD CLOW.
A vista de Sakura embaçou.
Escorreu em forma de lágrima.
Ficou cega. Até de manhã.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Caso nº01
- a história (parte II).
Ao levantar da cama no dia seguinte, Sakura ainda se sentia tonta. Lavou o rosto repetidas vezes com água fria, mas ainda via coisas estranhas nos lugares errados. Roupas por todos os cantos, embalagens de suco pronto espalhadas pelo chão, cartas Clow voando pelo teto.Tentou se convencer de que realmente não havia nenhuma gravata dentro do lixo e desceu para tomar café-da-manhã.
Shoran...
Havia mesmo sido ele o dono do corpo que ela vira tão assustadoramente jogado no chão?
Havia mesmo sido seu amigo a vítima de um assassinato tão inexplicável?
Havia mesmo sido o grande mago Clow o culpado pela morte da pessoa com quem ela mais se importava..?
Aquelas perguntavam martelavam doídas dentro de sua cabeça, como se não quisessem permitir que ela voltasse ao mundo real. Ignorou o pai e o irmão em casa, ignorou o caminho, ignorou os colegas da sala de aula. Somente se deu conta da verdade ao avistar a carteira vazia atrás de si.
Mas foi por apenas alguns segundos. Logo deitou a cabeça entre os braços e se permitiu perder-se entre pensamentos e palavras exteriores.
Shoran...
— Bom dia, alunos — a voz do professor Terada parecia muito distante — hoje vamos fazer algumas coisas novas na aula de artes...
Ainda podia vê-lo ao seu lado no dia anterior, sorrindo e conversando...
— ... vamos todos recortar algumas figuras em jornais e revistas...
Ainda podia sentir graça da conversa dele com Meilin...
—... vocês ainda podem fazer uso das tintas do armário da sala...
Ainda podia rir do seu rosto vermelho...
— Professor — agora a voz era diferente, feminina —, faltam algumas tintas.
Ainda podia se lembrar do seu rosto de preocupação...
— Deixe me ver — era a voz masculina de novo.
Ainda... ahn? Preocupação?
— Vamos ter que nos virar sem tinta vermelha — ouviu uma risadinha.
Ainda podia se lembrar das suas primeiras palavras quando chegaram ao teatro...
— Vamos começar a atividade...
Sakura, eu preciso falar com você.
— ... vamos montar cartilhas deste tamanho, de mesmo tema...
O que foi, Shoran?
— ... e uni-los a um rolo de filme...
É que eu... eu... eu vi —
— ... para testar a definição de imagem subliminar...
Ainda podia se lembrar da interrupção inoportuna naquele exato instante.
—... usada em 1957...
O que ele tinha visto?
— ... pelo publicitário americano James —
— EU NÃO AGÜENTO MAIS, SAKURA!
A explosão de seu primeiro nome em seus ouvidos fez com que Sakura levanta-se de ímpeto.
— O que significa isso, Li?
A voz do professor Terada era forte, assim como seu olhar. Ele se pôs a fitar firmemente a figura de Meilin Li que, ao lado de Sakura, estava em pé, suando, tremendo, os punhos fechados.
Mas ela ignorou o professor.
— Você fica aí deitada, de cabeça baixa, como se o seu mundo tivesse desabado! O seu mundo! Mas foi o meu que desabou! O Shoran era meu, Sakura, MEU!
— Mas, Meilin, eu —
— Eu não agüento te ver assim, como se ele significasse alguma coisa pra você!
— É lógico que o Shoran tem significado para a Saku... — Tomoyo tentou interpelar, mas foi interrompida.
— NÃO! Não tem, não tem, não, não TEM! Só eu tenho o direito de ficar triste!
— Senhorita Li, se a senhorita não se acalmar eu vou ter que chamar o diretor —
— E quer saber? AINDA BEM que ele morreu! Se ele não pode ser meu, não pode ser de mais NINGUÉM!
Antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa, a garota saiu correndo e bateu a porta da sala de aula atrás de si.
Sakura chorou.
— Por favor, Sakura, não fique assim.
Finalmente tinha dado a hora da saída. Elas estavam nos gramados da escola Tomoeda, Tomoyo com os braços envoltos na amiga, tentando consola-la.
— É Sakura... não fique triste — Kero agora saía surpreendentemente de sua mochila, e abraçava suas bochechas com seus braços curtos.
— Desculpem — ela disse, com a voz chorosa —, mas tudo o que a Meilin me disse... me deixou pior... será... será que ela..?
— Não diga uma coisa dessas, Sakura! — Tomoyo levou as mãos à boca — Meilin jamais poderia ter matado Shoran, eles eram primos!
— Mas ela disse “ainda bem que ele morreu”... “ainda bem”...
— E ela não parecia estar muito feliz com isso, não é?
— ...
— Ela só devia estar... muito chateada. As pessoas demonstram tristeza de diversas formas.
— Talvez...
— Eu já sei! — Tomoyo deu um pulo, e Kero quase caiu do ombro de Sakura — Que tal se a gente desse um pulo da casa do Yukito? Eu acho que ele ia te fazer muito bem.
Ela sentiu um pequeno sorriso se formando em seus lábios.
— É, acho que eu ia gostar...
Kero franziu os seus, mas se manteve quieto.
Nenhuma das duas reparou. Caminharam normalmente pelas ruas, quietas, pensativas, desanimadas. Soprava uma suave fina de primavera e várias pétalas de flores coloridas enchiam o chão e caíam em seus cabelos. Mas isso não as alegrava.
Finalmente chegaram. A casa era grande, imponente, tradicional. O portão sempre fechado, nunca trancado. Elas o empurraram e foram até a porta.
— Com licença — Sakura falou alto, esperando uma resposta — Yukito? Você está aí? É a Sakura!
— E a Tomoyo! — a outra acrescentou, tentando enxergar algo através dos vidros das janelas.
— Ninguém responde... será que ele saiu?
— Pode ser que ele esteja no quintal dos fundos, e por isso não ouça — Tomoyo arriscou —, vamos tentar abrir a porta.
Sakura girou a maçaneta. Click. Estava destrancada, e muito facilmente abriu.
— Acho que não devemos fazer isso... — Kero tremeu atrás das meninas.
— O Yukito é nosso amigo, não se preocupe! — respondeu Tomoyo enquanto avançavam para dentro, procurando vestígios de vida.
E tudo estava uma bagunça.
Por toda a casa, por todos os cômodos, havia revistas abertas e recortadas jogadas pelo chão, picotes de papel, tubos de cola e tesoura. Na sala de estar, o estado era mais crítico: não eram somente algumas revistas, mas sim pilhas e mais pilhas. A um canto, havia também um rolo de filme recortado e não rebobinado, envolto por figuras rasgadas – todas com uma estranha coincidência: eram pertencentes a embalagens de bebidas variadas, sucos, refrigerantes, cervejas, achocolatados e... todas as garrafas originais estava empilhadas na cozinha, cheias e vazias.
— O que aconteceu por aqui?
— Alguém andou com muita sede...
— E com muita fome — Tomoyo apontou para uma caixa em forma de coração em cima da mesinha de centro. Dentro dela, havia uma série de papéis de bombons amassados, e um pequeno cartão: Com carinho, T.
— Tem alguma coisa muito estranha por aqui — Kero falou sério —. Vamos embora antes que aconteça alguma coisa.
— O que poderia acontecer?
— Eu não sei, Tomoyo... mas não queria ter vindo aqui, em primeiro lugar...
— Por que..?
— Sakura, você não lembra do que estava escrito perto do corpo do Shoran?!
Era verdade... tinha esquecido desse detalhe.
Mas não demorou muito para que recordasse. Não precisava fechar os olhos para ver as vermelhas letras tortas em sua mente: ESSA ALMA FORA SACRIFICADA PELA RESSUCITAÇÃO DE LEAD CLOW.
— Pelo mago Clow... você acha que foi alguma carta?
— Não, Sakura. Por mais que algumas delas sejam violentas, elas nunca matariam por seu antigo mestre. Elas te respeitam agora. Mas se o assassino sabia o nome de Clow, ele pode não estar tão longe.
— Você está querendo dizer — ?
Kerberus assentiu com a cabeça.
— NÃO! — Sakura gritou — Yukito não poderia —
— Yukito não, Yue! Ele sempre adorou Clow, mais do que qualquer outro, e sempre se disse capaz de fazer qualquer coisa por ele!
— Mas Kero — Tomoyo tentava manter a voz calma, para não aumentar o desespero da Sakura que recomeçava a chorar —, Yue e Yukito são a mesma pessoa, e naquela hora Yukito estava na cabine de narração...
Ele abriu e fechou a boca repetidas vezes, como se esperasse que a resposta viesse, mas não veio. Desistiu e se calou.
— Yukito não poderia, mas...
Sakura pegou um dos recortes de propaganda de suco, e voltou a chorar, com mais força.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) os assassinos
b) o motivo do assassinato
c) a arma
d) a causa da morte
e) como o crime foi cometido
Ao levantar da cama no dia seguinte, Sakura ainda se sentia tonta. Lavou o rosto repetidas vezes com água fria, mas ainda via coisas estranhas nos lugares errados. Roupas por todos os cantos, embalagens de suco pronto espalhadas pelo chão, cartas Clow voando pelo teto.Tentou se convencer de que realmente não havia nenhuma gravata dentro do lixo e desceu para tomar café-da-manhã.
Shoran...
Havia mesmo sido ele o dono do corpo que ela vira tão assustadoramente jogado no chão?
Havia mesmo sido seu amigo a vítima de um assassinato tão inexplicável?
Havia mesmo sido o grande mago Clow o culpado pela morte da pessoa com quem ela mais se importava..?
Aquelas perguntavam martelavam doídas dentro de sua cabeça, como se não quisessem permitir que ela voltasse ao mundo real. Ignorou o pai e o irmão em casa, ignorou o caminho, ignorou os colegas da sala de aula. Somente se deu conta da verdade ao avistar a carteira vazia atrás de si.
Mas foi por apenas alguns segundos. Logo deitou a cabeça entre os braços e se permitiu perder-se entre pensamentos e palavras exteriores.
Shoran...
— Bom dia, alunos — a voz do professor Terada parecia muito distante — hoje vamos fazer algumas coisas novas na aula de artes...
Ainda podia vê-lo ao seu lado no dia anterior, sorrindo e conversando...
— ... vamos todos recortar algumas figuras em jornais e revistas...
Ainda podia sentir graça da conversa dele com Meilin...
—... vocês ainda podem fazer uso das tintas do armário da sala...
Ainda podia rir do seu rosto vermelho...
— Professor — agora a voz era diferente, feminina —, faltam algumas tintas.
Ainda podia se lembrar do seu rosto de preocupação...
— Deixe me ver — era a voz masculina de novo.
Ainda... ahn? Preocupação?
— Vamos ter que nos virar sem tinta vermelha — ouviu uma risadinha.
Ainda podia se lembrar das suas primeiras palavras quando chegaram ao teatro...
— Vamos começar a atividade...
Sakura, eu preciso falar com você.
— ... vamos montar cartilhas deste tamanho, de mesmo tema...
O que foi, Shoran?
— ... e uni-los a um rolo de filme...
É que eu... eu... eu vi —
— ... para testar a definição de imagem subliminar...
Ainda podia se lembrar da interrupção inoportuna naquele exato instante.
—... usada em 1957...
O que ele tinha visto?
— ... pelo publicitário americano James —
— EU NÃO AGÜENTO MAIS, SAKURA!
A explosão de seu primeiro nome em seus ouvidos fez com que Sakura levanta-se de ímpeto.
— O que significa isso, Li?
A voz do professor Terada era forte, assim como seu olhar. Ele se pôs a fitar firmemente a figura de Meilin Li que, ao lado de Sakura, estava em pé, suando, tremendo, os punhos fechados.
Mas ela ignorou o professor.
— Você fica aí deitada, de cabeça baixa, como se o seu mundo tivesse desabado! O seu mundo! Mas foi o meu que desabou! O Shoran era meu, Sakura, MEU!
— Mas, Meilin, eu —
— Eu não agüento te ver assim, como se ele significasse alguma coisa pra você!
— É lógico que o Shoran tem significado para a Saku... — Tomoyo tentou interpelar, mas foi interrompida.
— NÃO! Não tem, não tem, não, não TEM! Só eu tenho o direito de ficar triste!
— Senhorita Li, se a senhorita não se acalmar eu vou ter que chamar o diretor —
— E quer saber? AINDA BEM que ele morreu! Se ele não pode ser meu, não pode ser de mais NINGUÉM!
Antes que alguém pudesse dizer mais alguma coisa, a garota saiu correndo e bateu a porta da sala de aula atrás de si.
Sakura chorou.
— Por favor, Sakura, não fique assim.
Finalmente tinha dado a hora da saída. Elas estavam nos gramados da escola Tomoeda, Tomoyo com os braços envoltos na amiga, tentando consola-la.
— É Sakura... não fique triste — Kero agora saía surpreendentemente de sua mochila, e abraçava suas bochechas com seus braços curtos.
— Desculpem — ela disse, com a voz chorosa —, mas tudo o que a Meilin me disse... me deixou pior... será... será que ela..?
— Não diga uma coisa dessas, Sakura! — Tomoyo levou as mãos à boca — Meilin jamais poderia ter matado Shoran, eles eram primos!
— Mas ela disse “ainda bem que ele morreu”... “ainda bem”...
— E ela não parecia estar muito feliz com isso, não é?
— ...
— Ela só devia estar... muito chateada. As pessoas demonstram tristeza de diversas formas.
— Talvez...
— Eu já sei! — Tomoyo deu um pulo, e Kero quase caiu do ombro de Sakura — Que tal se a gente desse um pulo da casa do Yukito? Eu acho que ele ia te fazer muito bem.
Ela sentiu um pequeno sorriso se formando em seus lábios.
— É, acho que eu ia gostar...
Kero franziu os seus, mas se manteve quieto.
Nenhuma das duas reparou. Caminharam normalmente pelas ruas, quietas, pensativas, desanimadas. Soprava uma suave fina de primavera e várias pétalas de flores coloridas enchiam o chão e caíam em seus cabelos. Mas isso não as alegrava.
Finalmente chegaram. A casa era grande, imponente, tradicional. O portão sempre fechado, nunca trancado. Elas o empurraram e foram até a porta.
— Com licença — Sakura falou alto, esperando uma resposta — Yukito? Você está aí? É a Sakura!
— E a Tomoyo! — a outra acrescentou, tentando enxergar algo através dos vidros das janelas.
— Ninguém responde... será que ele saiu?
— Pode ser que ele esteja no quintal dos fundos, e por isso não ouça — Tomoyo arriscou —, vamos tentar abrir a porta.
Sakura girou a maçaneta. Click. Estava destrancada, e muito facilmente abriu.
— Acho que não devemos fazer isso... — Kero tremeu atrás das meninas.
— O Yukito é nosso amigo, não se preocupe! — respondeu Tomoyo enquanto avançavam para dentro, procurando vestígios de vida.
E tudo estava uma bagunça.
Por toda a casa, por todos os cômodos, havia revistas abertas e recortadas jogadas pelo chão, picotes de papel, tubos de cola e tesoura. Na sala de estar, o estado era mais crítico: não eram somente algumas revistas, mas sim pilhas e mais pilhas. A um canto, havia também um rolo de filme recortado e não rebobinado, envolto por figuras rasgadas – todas com uma estranha coincidência: eram pertencentes a embalagens de bebidas variadas, sucos, refrigerantes, cervejas, achocolatados e... todas as garrafas originais estava empilhadas na cozinha, cheias e vazias.
— O que aconteceu por aqui?
— Alguém andou com muita sede...
— E com muita fome — Tomoyo apontou para uma caixa em forma de coração em cima da mesinha de centro. Dentro dela, havia uma série de papéis de bombons amassados, e um pequeno cartão: Com carinho, T.
— Tem alguma coisa muito estranha por aqui — Kero falou sério —. Vamos embora antes que aconteça alguma coisa.
— O que poderia acontecer?
— Eu não sei, Tomoyo... mas não queria ter vindo aqui, em primeiro lugar...
— Por que..?
— Sakura, você não lembra do que estava escrito perto do corpo do Shoran?!
Era verdade... tinha esquecido desse detalhe.
Mas não demorou muito para que recordasse. Não precisava fechar os olhos para ver as vermelhas letras tortas em sua mente: ESSA ALMA FORA SACRIFICADA PELA RESSUCITAÇÃO DE LEAD CLOW.
— Pelo mago Clow... você acha que foi alguma carta?
— Não, Sakura. Por mais que algumas delas sejam violentas, elas nunca matariam por seu antigo mestre. Elas te respeitam agora. Mas se o assassino sabia o nome de Clow, ele pode não estar tão longe.
— Você está querendo dizer — ?
Kerberus assentiu com a cabeça.
— NÃO! — Sakura gritou — Yukito não poderia —
— Yukito não, Yue! Ele sempre adorou Clow, mais do que qualquer outro, e sempre se disse capaz de fazer qualquer coisa por ele!
— Mas Kero — Tomoyo tentava manter a voz calma, para não aumentar o desespero da Sakura que recomeçava a chorar —, Yue e Yukito são a mesma pessoa, e naquela hora Yukito estava na cabine de narração...
Ele abriu e fechou a boca repetidas vezes, como se esperasse que a resposta viesse, mas não veio. Desistiu e se calou.
— Yukito não poderia, mas...
Sakura pegou um dos recortes de propaganda de suco, e voltou a chorar, com mais força.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) os assassinos
b) o motivo do assassinato
c) a arma
d) a causa da morte
e) como o crime foi cometido
Caso nº01
- a solução.
Confuso por seus sentimentos por Yukito, Shoran fazia sempre questão de passar na frente da casa de seu amado, para matar as saudades. No entanto, um dia acabou vendo algo que não gostaria de se lembrar: encostados no portão da casa dos Tsukihiro, Touya e Yukito se beijavam. Shoran dolorosamente testemunhou aquela relação proibida e, acreditando não ter sido visto, saiu correndo. Mas o casal percebeu sua presença e, depois do ocorrido, concordou que ele deveria ser calado antes que a história chegasse a outros ouvidos.
Enquanto todos aguardavam ansiosamente no anfiteatro para que a peça começasse, Yukito pôs para rodar um documentário sobre Lewis Carroll, e era ali que estava o segredo: fazendo o uso das imagens subliminares conhecidas a fundo pelos dois, Yukito criou um filme que passava, a cada duas cenas, uma outra com uma foto de uma bebida, que fazia quem assistisse ficar com sede.
Touya, então, fazia a guarda da porta, impedindo que qualquer outra pessoa saísse e testemunhasse o assassinato que ocorreria. Esperou que Shoran viesse e permitiu sua saída. Logo depois, trancando a porta atrás de si, corre atrás do garoto e o mata, enforcando-o com sua gravata vermelha.
A idéia de escrever sobre o Mago Clow fora de Yue, na tentativa de desviar a atenção daqueles que fossem questionar sobre a morte do garoto, confundir as autoridades e fazer com que quem soubesse da existência do magoe o envolvimento que Shoran tinha com ele desconfiasse das cartas. Touya usou os potes de tinta vermelha roubados da escola Tomoeda (para, mais uma vez, desviar a atenção de qualquer estudante do colégio Seijyo) para parecer sangue e voltou para o teatro, como se nada houvesse acontecido.
Depois de aberta a porta, começou o escândalo.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) os assassinos: Yukito e Touya
b) o motivo do assassinato: Shoran fora testemunha do relacionamento entre os dois
c) a arma: a gravata de Touya
d) a causa da morte: estrangulamento
e) como o crime foi cometido: história acima
Confuso por seus sentimentos por Yukito, Shoran fazia sempre questão de passar na frente da casa de seu amado, para matar as saudades. No entanto, um dia acabou vendo algo que não gostaria de se lembrar: encostados no portão da casa dos Tsukihiro, Touya e Yukito se beijavam. Shoran dolorosamente testemunhou aquela relação proibida e, acreditando não ter sido visto, saiu correndo. Mas o casal percebeu sua presença e, depois do ocorrido, concordou que ele deveria ser calado antes que a história chegasse a outros ouvidos.
Enquanto todos aguardavam ansiosamente no anfiteatro para que a peça começasse, Yukito pôs para rodar um documentário sobre Lewis Carroll, e era ali que estava o segredo: fazendo o uso das imagens subliminares conhecidas a fundo pelos dois, Yukito criou um filme que passava, a cada duas cenas, uma outra com uma foto de uma bebida, que fazia quem assistisse ficar com sede.
Touya, então, fazia a guarda da porta, impedindo que qualquer outra pessoa saísse e testemunhasse o assassinato que ocorreria. Esperou que Shoran viesse e permitiu sua saída. Logo depois, trancando a porta atrás de si, corre atrás do garoto e o mata, enforcando-o com sua gravata vermelha.
A idéia de escrever sobre o Mago Clow fora de Yue, na tentativa de desviar a atenção daqueles que fossem questionar sobre a morte do garoto, confundir as autoridades e fazer com que quem soubesse da existência do magoe o envolvimento que Shoran tinha com ele desconfiasse das cartas. Touya usou os potes de tinta vermelha roubados da escola Tomoeda (para, mais uma vez, desviar a atenção de qualquer estudante do colégio Seijyo) para parecer sangue e voltou para o teatro, como se nada houvesse acontecido.
Depois de aberta a porta, começou o escândalo.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) os assassinos: Yukito e Touya
b) o motivo do assassinato: Shoran fora testemunha do relacionamento entre os dois
c) a arma: a gravata de Touya
d) a causa da morte: estrangulamento
e) como o crime foi cometido: história acima
domingo, 29 de abril de 2007
Caso nº 02
Sinopse: Depois das férias, a escola Tomoeda está diferente. O clima está pesado entre alunos e professores, até tudo culminar numa morte violenta. Quando não há cartas Clow envolvidas, somente você, leitor, poderá resolver este mistério.
Categoria: Card Captor Sakura.
Gênero: Mistério.
Timeline: independe do enredo original.
Disclaimers: o anime e o mangá pertencem à amada CLAMP.
Data: julho de 2007.
Palavras:
Nota 01: morte de personagem coadjunvante.
Nota 02: baseado em uma história original minha de 2003.
- a história.
Quase tropeçando nas rodinhas dos próprios patins, Sakura Kinomoto finalmente chegava à escola Tomoeda. Era o primeiro dia de aula depois das curtas férias de inverno, e o clima não lhe ajudava a chegar a tempo: antes fora a cama quentinha que a segurava convidativamente a prolongar as férias, depois era a calçada congelada que a fazia escorregar a todo momento.
Ainda se atrapalhando ao tirá-los dos pés, ela guardou seu par de patins cor-de-rosa no armário e adiantou-se até a sala de sua quinta série, atrasada com sempre. Ao passar a porta para o lado e entrar, foi bombardeada por uma série de garotas que falavam ao mesmo tempo. Tomoyo conseguiu ser rápida do que todas, e puxara a amiga para um canto.
— Sakura! Que bom que você chegou! — seus olhos brilhavam — Posso ver sua coleção de Anime-Tazos?
— Quê? — perguntou de volta, estranhando o cumprimento.
— Você não tem?! — exclamou Meilin atrás de Tomoyo, levando as mãos à boca — Como assim? Você está perdendo a melhor coisa do mundo!
— Calma, calma... afinal de contas, o que é isso?
Naoko intrometeu-se na roda e, já com as mãos estendidas, deixou que Sakura pegasse algumas pequenas moedinhas de ouro. A primeiro momento, pareciam realmente com dinheiro; numa segunda olhada, porém, era a nítida a diferença dos rostos gravados.
— Ta vendo só? São tazos de desenhos japoneses. Eles vêm nos salgadinhos, e servem pra colecionar e jogar.
— Olha só os meus da Sailor Moon!
— Esses são os do Yu Yu Hakusho!
— Faltam só cinco pra eu completar a coleção oficial, hohoho! — riu Meilin numa risada maquiavélica.
— Eu já completei a minha — Tomoyo sorriu alegre.
— É, a mãe dela pagou uma equipe de funcionários só pra abrirem os salgadinhos e lhe entregarem os tazos... — a outra cochichou, com biquinho e olhos estreitos.
O sinal bateu.
Resmungando e suspirando, todos os alunos pararam de jogar e se dirigiram aos seus respectivos assentos. Segundos depois, entrava na sala a professora Mizuki, também visivelmente mal-humorada. Sem nem ao menos murmurar um “bom dia”, ela jogou seus livros em cima da mesa e se pôs a escrever na lousa.
Aula de Japonês. Mas deveria ser de Matemática, com o professor Terada...
— Com licença, professora Mizuki — Rika se levantou da carteira para poder levar a palavra à mulher — Acho que está havendo alguma confusão com os horários. Esta deveria ser a aula do professor Terada.
— Eu tenho cara de idiota, senhorita Sasaki?
Suas palavras violentas fizeram a garota engolir seco.
— N-não é isso que quis dizer, professora. Me d-desculpe...
— Então a senhorita acha que eu não sei meus próprios horários, é isso? Ou então, vocês todos aqui devem achar — ela apontou para toda a classe, que se mantinha calada —, que eu não sou responsável o bastante para acompanhar mudanças de calendário, é isso?!
Ela esmagou o giz entre os dedos, de raiva. Ninguém se atreveu a respirar.
— Se vocês querem realmente saber, eu não estava com a mínima vontade de dar aula nesta escola hoje. A mi-ni-ma! Mas então chega o queridinho da diretora, aquele Terada imbecil, achando que pode mandar em todos, como se fôssemos vermes e ele pud—
— Algum problema, professora Mizuki?
Yosiyuki Terada estava batendo a ponta do pé esquerdo na beirada da porta.
— Todos! TODOS! — ela saiu de seu lugar próximo ao quadro negro e foi ter com o outro, apontando-lhe o dedo — O senhor não tem nenhum direito de dizer o que tenho que fazer, entendido? Esta aula deveria ser SUA, e não MINHA!
— Se não está contente, então porque não sai?
— Isso é uma ameaça?! Ah, desculpe-me, mas o senhor não tem o poder de me despedir.
— Mas posso arranjar os preparativos mais rápido do que imagina.
Ela bufou.
— Nesta sala de aula EU sou a autoridade máxima, e portanto digo que o senhor não tem o direito de falar comigo deste jeito!
— Então, com licença, vou me dirigir à Diretoria — girando em seus calcanhares, ele deu meia volta e saiu, deixando na sala uma professora explosiva e vinte jovens assustados e confusos.
Depois, foi impossível de prosseguir com uma aula normal. Kaho Mizuki sinceramente parecia não estar com vontade de ensinar naquele dia: como se estivesse em casa, cruzou os pés sobre a mesa e, praticamente deitada, passou a ler um livro. Os alunos a sua frente não tiveram coragem de lhe voltar seus olhares até que batesse o sinal e fossem, enfim, dispensados para o intervalo.
O jardim que rodeava a escola primária encheu-se de crianças e jovens, todos eles muito animados, comendo, conversando e, não muito surpreendentemente, jogando Anime-Tazos.
— Como ela pôde falar daquele modo com o professor Terada?! — Rika estava indignada.
— E por que será que ela está tão nervosa..? — Sakura franzia a testa enquanto pensava.
— Não sei como vocês têm coragem de jogar aqui no meio — começou Tomoyo, mudando de assunto — Assim vocês podem perder seus tazos. Eu prefiro guardar os meus lá em cima —
— AHA! Ganhei! — Yamakazi deu um pulo ao gritar e pegou todos os tazos espalhados pelo chão.
— Mais uma mentira... — Chiharu deu-lhe uma bronca e pegou-o pela orelha.
— Vocês não cansam de jogar essa droga?! — Shoran deu um suspiro impaciente — Isso não tem a menor graça.
— Mas não é pra ter graça mesmo, isto é um jogo sério — Yamazaki se desvencilhou das mãos da amiga e voltou-se para Shoran — Ele foi inventado pelos líderes japoneses que participaram da Segunda Guerra Mundial como uma estratégia de intimidação do inimigo para —
— Veja se aqui tem mais tazos, vai — Chiharu enfiou o pacote inteiro de salgadinhos de uma vez em sua boca, e ele parou de falar.
— Cansei disso, vou tomar um refrigerante.
Ao se levantar, Shoran sentiu alguém o impedir com a mão.
— Posso ir com você? — Sakura deu um sorriso.
Vermelho, ele concordou.
Juntos, eles retornaram até a escola.
— Shoran, a cantina é do outro lado...
Antes que ele precisasse responder, ela entendeu. A um canto do pátio fechado, muito discreta, havia uma máquina de refrigerantes. Na verdade, a garota já sabia há muito tempo da existência do aparelho, mas sempre duvidou de seu funcionamento. Achava que ele estivesse lá apenas por fazer parte da decoração, ou que fosse muito pesado para ser removido. A máquina era velha e mal limpa, estava amassada em algumas partes e certos botões certamente não funcionavam.
Sobretudo, era cara: ¥$ 5,00 por lata, um absurdo! Mas qualquer cirança de lá falaria que valia a pena pagar tanto só para viver a animação de ouvir o refrigerante escorregar máquina adentro e surgir magicamente diante dos olhos.
Os dois juntaram suas moedinhas, empurraram-nas para dentro, clicaram em um botão luminoso qualquer e esperaram. E esperaram. E esperaram. E nada. Nada refrigerante, muito menos de dinheiro voltando.
— Droga de ferro-velho! — o garoto gritou com raiva, e chutou o aparelho com a ponta do pé. A máquina bateu com força na parede; contudo, o maior progresso que Shoran obteve foi uma dor latente no dedão.
Sakura já começara a consolar o amigo quando uma possível luz milagrosa surgiu das escadas: Meilin Li vinha descendo, a cabeça baixa, muito absorta em seu próprio mundo.
— Meilin, você veio do céu pra nos ajudar! — ela exclamou, quase se jogando em seus braços.
— Aaahn.. na verdade eu vim da classe, serve? — ela riu, coçando a cabeça com uma das mãos, desconcertada — O que aconteceu?
— A máquina malvada engoliu nosso dinheirinho...
— Gente, isso é fácil! — ela repentinamente se virou e, com um grito, deu-lhe um chute. O aparelho cambaleou um pouco para o lado e, depois de emitir alguns ruídos meio enferrujados, cuspiu para fora uma latinha de Coca-Cola.
— Iih, Shoran, como você está fracote — ela zombou, tirando do bolso cinco moedinhas, em busca de um refrigerante. Como mais uma vez não houve sinal de vida, ela lhe deu um tapa, seguido de um sono “Iááá!”; em seguida, estava curtindo a sua Fanta.
A alegria dos jovens logo terminou com o intervalo. O sinal novamente bateu, obrigando-os a voltar à companhia assustadoramente anormal da professora Mizuki.
Seu humor não havia melhorado desde sua briga pela manhã – na verdade, se era possível, ele havia piorado ainda mais. Antes que ela entrasse, podia-se ouvi-la andando pelo corredor, aos berros com alunos e funcionários.
— Não foi falar com a Diretoria, não é? — ouviram-na gritar, a meio caminho da entrada da sala — Yosiyuki, seu covarde, você não é homem suficiente pra me enfrentar!
Bateu a porta atrás de si, com violência. Antes, porém, que pudesse falar ou xingar qualquer coisa, uma voz diferente da sua bradou com firmeza.
— Não fale assim com o professor Terada.
Mais uma vez, Rika Sasaki estava posta de pé. Agora, suas mãos estavam fechadas em punho.
— Como é, menina?
— Eu – eu não sei por que a senhora está de tão péssimo humor hoje —
— Nunca ouviu falar de TPM não, é?
— Mas isso não lhe dá o direito de agredir as pessoas assim. Muito menos o professor Terada.
— Ah, é? E por que muito menos ele?
— Ele... ele... ele é um homem de respeito! — ela falou muito alto — E não merece ser tratado ass —
— Senhorita Sasaki, queira sair.
— Mas —
— Pra fora! — sua mão tremia enquanto ela apontava para a saída — Vá chorar para seu querido professor Terada.
Como se lhe obedecesse ao pé da letra, Rika abandonou o recinto com inevitáveis lágrimas nos olhos, que consolaram seus amigos a ficarem quietos até o final do dia. Foi com grande alívio que Sakura deixou a escola Tomoeda para voltar somente no dia seguinte.
Dia também não muito agradável, por sinal.
— Aaaaaah! Estou atrasada!
Pelo segundo dia consecutivo, Sakura saía de casa às pressas.
— De novo, monstrenga? — Touya zombou de sua cara enquanto ela engolia todo o café-da-manhã de uma única vez — Vai com calma, sua boca de monstrenga não é tão grande assim.
— Orash sheu —
— Pode comer devagar que eu te levo na escola hoje.
Minutos depois, os irmãos já estavam sentados na garupa da moto, a poucos metros da escola.
— Hoje é dia de procissão aqui, é, baixinha?
Uma grande massa de pessoas rodeava os portões da escola, tentando entrar, aos murmúrios. Touya estacionou a moto de qualquer jeito e acompanhou Sakura para dentro da multidão, até chegarem próximos do local da máquina de refrigerantes.
Ou onde teoricamente havia uma.
Aquilo não era, nem de longe, uma máquina de refrigerante, mas sim um objeto de aço totalmente amorfo. Não havia outra explicação: um trator ou algo do gênero havia passado por cima dela — e também por cima do corpo que se encontrava estatelado logo ao seu lado. A mulher, facilmente identificável por seus cabelos castanhos muito longos, estava completamente inchada, coberta por uma série de cores que iam do roxo de seus hematomas até o vermelho de seus machucados.
A professora Mizuki virara, literalmente, um saco de pancadas.
— Kaho..!
Sakura não pôde impedir que o irmão fosse tentar socorrer a professora, mesmo sabendo que seria em vão. Ela mesma gostaria de poder fazer alguma coisa, mas suas pernas se mantinham inexplicavelmente fixas ao chão.
— Sakura, que bom que você está aqui! Aconteceu algo horrível!
A voz de Tomoyo soou chorosa atrás de seus ombros.
— Sim, eu vi a professora —
— Roubaram os meus Anime-Tazos preferidos! — ela abraçou a amiga, sem poder conter as lágrimas — O do Vegita, do Pikachu, do Mokona, do Hamtaro e da Chii..!
Sakura estava incrédula. Olhava de Tomoyo para os destroços da máquina, e deles para o corpo mortalmente ferido de Mizuki. Algo muito terrível acontecera, algo que jamais seria obra de uma carta Clow.
Todas as evidências apontavam para uma única pessoa...
— Não pode ser... — falou, muito triste, antes de tomar uma atitude.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) o assassino
b) o ladrão dos tazos
c) o motivo do assassinato
d) a arma
e) a causa da morte
f) como o crime foi cometido
Categoria: Card Captor Sakura.
Gênero: Mistério.
Timeline: independe do enredo original.
Disclaimers: o anime e o mangá pertencem à amada CLAMP.
Data: julho de 2007.
Palavras:
Nota 01: morte de personagem coadjunvante.
Nota 02: baseado em uma história original minha de 2003.
- a história.
Quase tropeçando nas rodinhas dos próprios patins, Sakura Kinomoto finalmente chegava à escola Tomoeda. Era o primeiro dia de aula depois das curtas férias de inverno, e o clima não lhe ajudava a chegar a tempo: antes fora a cama quentinha que a segurava convidativamente a prolongar as férias, depois era a calçada congelada que a fazia escorregar a todo momento.
Ainda se atrapalhando ao tirá-los dos pés, ela guardou seu par de patins cor-de-rosa no armário e adiantou-se até a sala de sua quinta série, atrasada com sempre. Ao passar a porta para o lado e entrar, foi bombardeada por uma série de garotas que falavam ao mesmo tempo. Tomoyo conseguiu ser rápida do que todas, e puxara a amiga para um canto.
— Sakura! Que bom que você chegou! — seus olhos brilhavam — Posso ver sua coleção de Anime-Tazos?
— Quê? — perguntou de volta, estranhando o cumprimento.
— Você não tem?! — exclamou Meilin atrás de Tomoyo, levando as mãos à boca — Como assim? Você está perdendo a melhor coisa do mundo!
— Calma, calma... afinal de contas, o que é isso?
Naoko intrometeu-se na roda e, já com as mãos estendidas, deixou que Sakura pegasse algumas pequenas moedinhas de ouro. A primeiro momento, pareciam realmente com dinheiro; numa segunda olhada, porém, era a nítida a diferença dos rostos gravados.
— Ta vendo só? São tazos de desenhos japoneses. Eles vêm nos salgadinhos, e servem pra colecionar e jogar.
— Olha só os meus da Sailor Moon!
— Esses são os do Yu Yu Hakusho!
— Faltam só cinco pra eu completar a coleção oficial, hohoho! — riu Meilin numa risada maquiavélica.
— Eu já completei a minha — Tomoyo sorriu alegre.
— É, a mãe dela pagou uma equipe de funcionários só pra abrirem os salgadinhos e lhe entregarem os tazos... — a outra cochichou, com biquinho e olhos estreitos.
O sinal bateu.
Resmungando e suspirando, todos os alunos pararam de jogar e se dirigiram aos seus respectivos assentos. Segundos depois, entrava na sala a professora Mizuki, também visivelmente mal-humorada. Sem nem ao menos murmurar um “bom dia”, ela jogou seus livros em cima da mesa e se pôs a escrever na lousa.
Aula de Japonês. Mas deveria ser de Matemática, com o professor Terada...
— Com licença, professora Mizuki — Rika se levantou da carteira para poder levar a palavra à mulher — Acho que está havendo alguma confusão com os horários. Esta deveria ser a aula do professor Terada.
— Eu tenho cara de idiota, senhorita Sasaki?
Suas palavras violentas fizeram a garota engolir seco.
— N-não é isso que quis dizer, professora. Me d-desculpe...
— Então a senhorita acha que eu não sei meus próprios horários, é isso? Ou então, vocês todos aqui devem achar — ela apontou para toda a classe, que se mantinha calada —, que eu não sou responsável o bastante para acompanhar mudanças de calendário, é isso?!
Ela esmagou o giz entre os dedos, de raiva. Ninguém se atreveu a respirar.
— Se vocês querem realmente saber, eu não estava com a mínima vontade de dar aula nesta escola hoje. A mi-ni-ma! Mas então chega o queridinho da diretora, aquele Terada imbecil, achando que pode mandar em todos, como se fôssemos vermes e ele pud—
— Algum problema, professora Mizuki?
Yosiyuki Terada estava batendo a ponta do pé esquerdo na beirada da porta.
— Todos! TODOS! — ela saiu de seu lugar próximo ao quadro negro e foi ter com o outro, apontando-lhe o dedo — O senhor não tem nenhum direito de dizer o que tenho que fazer, entendido? Esta aula deveria ser SUA, e não MINHA!
— Se não está contente, então porque não sai?
— Isso é uma ameaça?! Ah, desculpe-me, mas o senhor não tem o poder de me despedir.
— Mas posso arranjar os preparativos mais rápido do que imagina.
Ela bufou.
— Nesta sala de aula EU sou a autoridade máxima, e portanto digo que o senhor não tem o direito de falar comigo deste jeito!
— Então, com licença, vou me dirigir à Diretoria — girando em seus calcanhares, ele deu meia volta e saiu, deixando na sala uma professora explosiva e vinte jovens assustados e confusos.
Depois, foi impossível de prosseguir com uma aula normal. Kaho Mizuki sinceramente parecia não estar com vontade de ensinar naquele dia: como se estivesse em casa, cruzou os pés sobre a mesa e, praticamente deitada, passou a ler um livro. Os alunos a sua frente não tiveram coragem de lhe voltar seus olhares até que batesse o sinal e fossem, enfim, dispensados para o intervalo.
O jardim que rodeava a escola primária encheu-se de crianças e jovens, todos eles muito animados, comendo, conversando e, não muito surpreendentemente, jogando Anime-Tazos.
— Como ela pôde falar daquele modo com o professor Terada?! — Rika estava indignada.
— E por que será que ela está tão nervosa..? — Sakura franzia a testa enquanto pensava.
— Não sei como vocês têm coragem de jogar aqui no meio — começou Tomoyo, mudando de assunto — Assim vocês podem perder seus tazos. Eu prefiro guardar os meus lá em cima —
— AHA! Ganhei! — Yamakazi deu um pulo ao gritar e pegou todos os tazos espalhados pelo chão.
— Mais uma mentira... — Chiharu deu-lhe uma bronca e pegou-o pela orelha.
— Vocês não cansam de jogar essa droga?! — Shoran deu um suspiro impaciente — Isso não tem a menor graça.
— Mas não é pra ter graça mesmo, isto é um jogo sério — Yamazaki se desvencilhou das mãos da amiga e voltou-se para Shoran — Ele foi inventado pelos líderes japoneses que participaram da Segunda Guerra Mundial como uma estratégia de intimidação do inimigo para —
— Veja se aqui tem mais tazos, vai — Chiharu enfiou o pacote inteiro de salgadinhos de uma vez em sua boca, e ele parou de falar.
— Cansei disso, vou tomar um refrigerante.
Ao se levantar, Shoran sentiu alguém o impedir com a mão.
— Posso ir com você? — Sakura deu um sorriso.
Vermelho, ele concordou.
Juntos, eles retornaram até a escola.
— Shoran, a cantina é do outro lado...
Antes que ele precisasse responder, ela entendeu. A um canto do pátio fechado, muito discreta, havia uma máquina de refrigerantes. Na verdade, a garota já sabia há muito tempo da existência do aparelho, mas sempre duvidou de seu funcionamento. Achava que ele estivesse lá apenas por fazer parte da decoração, ou que fosse muito pesado para ser removido. A máquina era velha e mal limpa, estava amassada em algumas partes e certos botões certamente não funcionavam.
Sobretudo, era cara: ¥$ 5,00 por lata, um absurdo! Mas qualquer cirança de lá falaria que valia a pena pagar tanto só para viver a animação de ouvir o refrigerante escorregar máquina adentro e surgir magicamente diante dos olhos.
Os dois juntaram suas moedinhas, empurraram-nas para dentro, clicaram em um botão luminoso qualquer e esperaram. E esperaram. E esperaram. E nada. Nada refrigerante, muito menos de dinheiro voltando.
— Droga de ferro-velho! — o garoto gritou com raiva, e chutou o aparelho com a ponta do pé. A máquina bateu com força na parede; contudo, o maior progresso que Shoran obteve foi uma dor latente no dedão.
Sakura já começara a consolar o amigo quando uma possível luz milagrosa surgiu das escadas: Meilin Li vinha descendo, a cabeça baixa, muito absorta em seu próprio mundo.
— Meilin, você veio do céu pra nos ajudar! — ela exclamou, quase se jogando em seus braços.
— Aaahn.. na verdade eu vim da classe, serve? — ela riu, coçando a cabeça com uma das mãos, desconcertada — O que aconteceu?
— A máquina malvada engoliu nosso dinheirinho...
— Gente, isso é fácil! — ela repentinamente se virou e, com um grito, deu-lhe um chute. O aparelho cambaleou um pouco para o lado e, depois de emitir alguns ruídos meio enferrujados, cuspiu para fora uma latinha de Coca-Cola.
— Iih, Shoran, como você está fracote — ela zombou, tirando do bolso cinco moedinhas, em busca de um refrigerante. Como mais uma vez não houve sinal de vida, ela lhe deu um tapa, seguido de um sono “Iááá!”; em seguida, estava curtindo a sua Fanta.
A alegria dos jovens logo terminou com o intervalo. O sinal novamente bateu, obrigando-os a voltar à companhia assustadoramente anormal da professora Mizuki.
Seu humor não havia melhorado desde sua briga pela manhã – na verdade, se era possível, ele havia piorado ainda mais. Antes que ela entrasse, podia-se ouvi-la andando pelo corredor, aos berros com alunos e funcionários.
— Não foi falar com a Diretoria, não é? — ouviram-na gritar, a meio caminho da entrada da sala — Yosiyuki, seu covarde, você não é homem suficiente pra me enfrentar!
Bateu a porta atrás de si, com violência. Antes, porém, que pudesse falar ou xingar qualquer coisa, uma voz diferente da sua bradou com firmeza.
— Não fale assim com o professor Terada.
Mais uma vez, Rika Sasaki estava posta de pé. Agora, suas mãos estavam fechadas em punho.
— Como é, menina?
— Eu – eu não sei por que a senhora está de tão péssimo humor hoje —
— Nunca ouviu falar de TPM não, é?
— Mas isso não lhe dá o direito de agredir as pessoas assim. Muito menos o professor Terada.
— Ah, é? E por que muito menos ele?
— Ele... ele... ele é um homem de respeito! — ela falou muito alto — E não merece ser tratado ass —
— Senhorita Sasaki, queira sair.
— Mas —
— Pra fora! — sua mão tremia enquanto ela apontava para a saída — Vá chorar para seu querido professor Terada.
Como se lhe obedecesse ao pé da letra, Rika abandonou o recinto com inevitáveis lágrimas nos olhos, que consolaram seus amigos a ficarem quietos até o final do dia. Foi com grande alívio que Sakura deixou a escola Tomoeda para voltar somente no dia seguinte.
Dia também não muito agradável, por sinal.
— Aaaaaah! Estou atrasada!
Pelo segundo dia consecutivo, Sakura saía de casa às pressas.
— De novo, monstrenga? — Touya zombou de sua cara enquanto ela engolia todo o café-da-manhã de uma única vez — Vai com calma, sua boca de monstrenga não é tão grande assim.
— Orash sheu —
— Pode comer devagar que eu te levo na escola hoje.
Minutos depois, os irmãos já estavam sentados na garupa da moto, a poucos metros da escola.
— Hoje é dia de procissão aqui, é, baixinha?
Uma grande massa de pessoas rodeava os portões da escola, tentando entrar, aos murmúrios. Touya estacionou a moto de qualquer jeito e acompanhou Sakura para dentro da multidão, até chegarem próximos do local da máquina de refrigerantes.
Ou onde teoricamente havia uma.
Aquilo não era, nem de longe, uma máquina de refrigerante, mas sim um objeto de aço totalmente amorfo. Não havia outra explicação: um trator ou algo do gênero havia passado por cima dela — e também por cima do corpo que se encontrava estatelado logo ao seu lado. A mulher, facilmente identificável por seus cabelos castanhos muito longos, estava completamente inchada, coberta por uma série de cores que iam do roxo de seus hematomas até o vermelho de seus machucados.
A professora Mizuki virara, literalmente, um saco de pancadas.
— Kaho..!
Sakura não pôde impedir que o irmão fosse tentar socorrer a professora, mesmo sabendo que seria em vão. Ela mesma gostaria de poder fazer alguma coisa, mas suas pernas se mantinham inexplicavelmente fixas ao chão.
— Sakura, que bom que você está aqui! Aconteceu algo horrível!
A voz de Tomoyo soou chorosa atrás de seus ombros.
— Sim, eu vi a professora —
— Roubaram os meus Anime-Tazos preferidos! — ela abraçou a amiga, sem poder conter as lágrimas — O do Vegita, do Pikachu, do Mokona, do Hamtaro e da Chii..!
Sakura estava incrédula. Olhava de Tomoyo para os destroços da máquina, e deles para o corpo mortalmente ferido de Mizuki. Algo muito terrível acontecera, algo que jamais seria obra de uma carta Clow.
Todas as evidências apontavam para uma única pessoa...
— Não pode ser... — falou, muito triste, antes de tomar uma atitude.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) o assassino
b) o ladrão dos tazos
c) o motivo do assassinato
d) a arma
e) a causa da morte
f) como o crime foi cometido
Caso nº 02
- a solução.
Depois do Natal, a escola Tomoeda fora dominada por uma nova mania dentre os jovens e crianças: Anime-Tazos. Os novos brindes de salgadinhos eram idênticos a moedas, com a imperceptível diferença de que, no lugar do rosto de um político, havia o rosto de um personagem de desenho japonês. Isso, sem dúvida nenhuma, arrasadoramente conquistou Meilin Li, disposta a fazer de tudo para completar sua coleção.
Sabendo que Tomoyo ingenuamente trazia para a escola toda a sua coleção, ela não pôde resistir e, durante o intervalo, sobe de volta à sala de aula e rouba os cinco tazos que lhe faltavam. Porém, para arrasar seu plano, Sakura e Shoran encontram com ela logo depois de ela tê-los roubado. Com muito medo de ser descoberta como criminosa, ela dá um jeito de se livrar dos Anime-Tazos na primeira oportunidade que lhe vem: a máquina de refrigerante. Fingindo comprar um refresco, ela deposita os cinco tazos idênticos à moedas no aparelho para, posteriomente, busca-los.
No dia seguinte ela chega na escola mais cedo do que o normal e, com suas incríveis habilidades de artes marciais, começa a dar pancadas na máquina para ver o que é possível ser feito. Isso acaba atraindo atenção da professora Mizuki (já recuperada de sua TPM), a qual, ao tentar impedi-la de continuar o massacre contra a máquina, acaba pagando com a própria vida. Meilin lhe dá um golpe fatal, arromba a máquina e recupera os tazos.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) o assassino: Meilin Li
b) o ladrão dos tazos: Meilin Li
c) o motivo do assassinato: Kaho Mizuki vira a aluna tentando arrombar a máquina de refrigerantes
d) a arma: nenhuma (golpes de artes marciais)
e) a causa da morte: espancamento
f) como o crime foi cometido: história acima
Depois do Natal, a escola Tomoeda fora dominada por uma nova mania dentre os jovens e crianças: Anime-Tazos. Os novos brindes de salgadinhos eram idênticos a moedas, com a imperceptível diferença de que, no lugar do rosto de um político, havia o rosto de um personagem de desenho japonês. Isso, sem dúvida nenhuma, arrasadoramente conquistou Meilin Li, disposta a fazer de tudo para completar sua coleção.
Sabendo que Tomoyo ingenuamente trazia para a escola toda a sua coleção, ela não pôde resistir e, durante o intervalo, sobe de volta à sala de aula e rouba os cinco tazos que lhe faltavam. Porém, para arrasar seu plano, Sakura e Shoran encontram com ela logo depois de ela tê-los roubado. Com muito medo de ser descoberta como criminosa, ela dá um jeito de se livrar dos Anime-Tazos na primeira oportunidade que lhe vem: a máquina de refrigerante. Fingindo comprar um refresco, ela deposita os cinco tazos idênticos à moedas no aparelho para, posteriomente, busca-los.
No dia seguinte ela chega na escola mais cedo do que o normal e, com suas incríveis habilidades de artes marciais, começa a dar pancadas na máquina para ver o que é possível ser feito. Isso acaba atraindo atenção da professora Mizuki (já recuperada de sua TPM), a qual, ao tentar impedi-la de continuar o massacre contra a máquina, acaba pagando com a própria vida. Meilin lhe dá um golpe fatal, arromba a máquina e recupera os tazos.
Sendo assim, Sakura descobriu...
a) o assassino: Meilin Li
b) o ladrão dos tazos: Meilin Li
c) o motivo do assassinato: Kaho Mizuki vira a aluna tentando arrombar a máquina de refrigerantes
d) a arma: nenhuma (golpes de artes marciais)
e) a causa da morte: espancamento
f) como o crime foi cometido: história acima
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